Sobre egocentrismo, ou o compromisso com um público imaginário

by F. Pergher

Não vou romper meu protocolo desnecessário de escrever em itálico quando tangir assuntos pessoais. E não achei interessante vincular esse textinho ao post anterior, iria deixar ele muito grande.

Oi. Apesar da ausência de escritos depois das historinhas, eu ainda vivo. Esse blog ainda não está sendo mantido em segredo por detentores do meu (colossal, magnífico, infinito) espólio e que querem divulgar minha (digníssima, coerentíssima, prolificíssima) produção.

Quase dois meses desde que eu decidi que iria postar toda a sexta feira. E que iria postar tanto quanto escrevesse no dia/semana. Pois é. Uma das duas eu consegui cumprir assiduamente, a outra já nem tanto. Graças a esse muitíssimo conveniente calendário que empilha feriados estendidos, dos últimos cinco finais de semana, esse é o único que passo/vou passar sozinho em “minha” casa. Porque considero como minha casa a casa de minha família, e “minha” casa o lugar onde moro durante o período letivo.

Todas essas mudanças de ambiente, e viagens da “minha” casa para a minha casa (e vice versa) quebraram totalmente o meu ritmo. E como (e por mais que) eu não acredite em inspiração, e nessa conversa pseudopoética de pessoas pseudocriativas, eu dependo muito de uma rotina. De um tempo pra pensar, e de mais tempo pra colocar em prática. Eu acho que ideias não podem ser consideradas antes de ser executadas, mas já tenho muitas delas encaminhadas, só faltam ser propriamente postas em prática.

No fim, essa é a primeira semana em que consigo, aos trancos e barrancos, pegar de novo o ritmo da escrita. Agora tenho pelo menos mais um mês pra desenvolver ideias e colocar elas em prática. E tenho algumas bem ambiciosas. Eu gosto da pretensão de estar escrevendo isso para um público regular, então tomo a liberdade de dizer: Aguardem, meus fieis leitores.

Enfim, só um lembrete pra mim mesmo: não produzi muito nas últimas semanas, então essa é quase de recomeço. Mas o importante é que voltei. E tudo isso sem perder a regularidade de postagem que eu tanto me impus. Sentindo sempre aquele comichão de que preciso escrever alguma coisa, um compromisso com um público imaginário. Ou um compromisso com meu suposto egocentrismo.

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