Sobre a importância da distância e a não existência do ano.

by F. Pergher

Olá, meus fieis, infieis ou eventuais leitores. Não vou inserir uma pergunta do tipo “como vão vocês?” aqui, porque estou escrevendo para um blog, não para uma sala de bate papo. Enfim.

Não tenho dois textos prontos para postar hoje, na verdade eu tenho, mas não quero começar a postar textos agora. Eu acabei, na semana passada, de postar o Escrito IV, e os “projetos” em que estou trabalhando no momento ainda não são certos o suficiente a ponto de serem postados aqui. Não no formato atual, pelo menos. De qualquer jeito, eu terminei de escrever o que posto aqui como Escrito I há algumas semanas. Este é o primeiro “arco” (se é que posso me permitir usar esse termo) de uma história maior, e desde então, não voltei a escrever o próximo.

Uma coisa que tenho percebido é a quantidade de ideias que ando tendo sobre como continuar a história. Eu parei de mexer nela, e de repente já sei exatamente que rumos vou dar-lhe quando voltar a me debruçar sobre ela. É uma espécie de filtro decantador: com a devida paciência, o que é indesejado não passa pelas peneiras, e você fica só com as boas ideias puras. Já está na minha lista de Notas Para Posterioras Referências: deixar um texto (ou mesmo uma ideia) fermentar por um tempo é bom. Meu plano é retomar essa história nas férias, assim que o semestre acabar.

Férias. Mal passou o carnaval e o ano já está na metade. Eu tinha uma impressão, quando estava na escola (e agora na faculdade, com dois períodos letivos em um ano, só aumentou) de que o ano de fato não existe. Veja: nos meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro, eu praticamente não preciso lidar com datas. Mesmo que precisasse, é a época do ano onde você confunde as datas. Faz o número três, e depois risca o quatro por cima, torcendo pra não parecer rasurado demais. Depois disso, temos o carnaval, a quaresma, e então a páscoa. Isso tudo em um clima ainda de verão, até Abril. Depois da páscoa você pensa: é agora que 2014 pega na partida. Começa o frio (morando na região onde moro atualmente, claro), e logo vem os feriados como o dia 1º de Maio e o atualíssimo Corpus Christi.

Termina Junho e você percebe, de repente, que o ano já está na metade. Julho e Agosto praticamente são metade do ano também, e daí pra frente é só descida. E na descida, todo o santo ajuda. Eu faço aniversário na metade de setembro, minha irmã mais nova no final, minha mãe em outubro, e meu falecido pai fazia em novembro. Enquanto criança, sempre tive a impressão que depois do meu aniversário, o ano ia pulando de data em data comemorativa. Isso provavelmente influencia minha mente até hoje, porque pra mim o último mês do ano é Agosto. Depois de agosto, é tempo de se colocar em dia tudo que se começou nos meses anteriores, e não de começar coisas novas. Afinal, o verão, o natal e o ano novo estão logo aí. Tudo isso pra dizer que (alerta de clichê): O tempo passa rápido. E é isso que ando pensando no final de semestre, quando, claro, eu deveria estar fazendo outra coisa.

Enfim, esse blog, como eu começava a dizer antes de uma divagação infundada aí em cima, provavelmente vai passar por um tipo de mudança no mês de julho. Eu estou escrevendo histórias curtas, ultimamente. Servem como um bom exercício, e eu tenho um plano maior para elas (aguardem, meus fieis *risada diabólica*). Paralelamente, estou escrevendo histórias longas e mais ambiciosas. Servem como um bom exercício, mas eu não tenho um plano maior para elas. Provavelmente começarei a postar com mais frequência, e também a postar mais conteúdo.

No mais, essa é mais uma semana que estou postando. De alma limpa.

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