Sobre terminar histórias.

by F. Pergher

Nada como mais um post extremamente pessoal e infundado para disfarçar a falta de conteúdo postável. Não, não, refaz. Nada como mais um post para estabelecer uma comunicação com meu público alvo. Melhor assim.

Bem vindos, senhoras e senhores. Hoje é sexta-feira, e para variar, temos dois posts novos no ar. Que poderiam muito bem contar como um só, mas finjam que não estão vendo. Já comentei semana retrasada o porque de eu estar postando menos histórias, e também já falei sobre como-o-tempo-passou-rápido-já-estamos-na-metade-do-ano. Considerem-se lembrados. Posso começar o texto de verdade agora.

Há alguns dias eu conversava com alguém cuja opinião eu valorizo muito, e em certo ponto da conversa acabei sendo perguntado sobre terminar histórias. Bem, contos curtos são fáceis de terminar, mas histórias mais longas como eu venho escrevendo (escondido deste blog), eu realmente tenho certa dificuldade em terminar. Não acho que isso seja um hábito muito saudável, sendo que – salvo exceções – histórias precisam ter um final. Mesmo que esse final seja aberto, ambíguo, não deixa de ser um final. Uma coisa é você dar uma história por concluída antes do desenrolar completo dos fatos, antes do “viveram felizes para sempre”. Outra coisa bem diferente – que é meu caso – é quando as histórias estancam na metade. Quando você tem a ideia, mas ela não é executada, enfim, quando uma história simplesmente não está terminada.

De certo modo, começar uma história nova me deixa inseguro. Talvez não o fato de começar uma história nova, mas pelo fato de ter terminado as antigas. Não gosto da ideia de não ter um fio condutor para trabalhar. Algo que crie uma certa expectativa. Amanhã vou acordar, tomar banho, comer alguma coisa e escrever esssa ou aquela história. Sentar na frente de uma página vazia, esperando por uma ideia, me angustia. E garanto que não sou o único.

Dito isso, volto a ressaltar que se todas as minhas histórias parassem na metade por esse motivo, eu acabaria não terminando nenhuma delas, e, por consequência, não produzindo nenhuma delas. Afinal, ter pano, agulha e linha não implica que tenhamos um terno. Um telhado meio construído não protege da chuva. Gosto de pensar assim das minhas histórias.

Por coincidência, nesses dias em que tenho pensado sobre isso, ouvi falar de um negócio que talvez seja novidade apenas para este que vos fala, o NaNoWriMo. É basicamente uma proposta de escrever uma novela inteira durante o mês de novembro, e teve um bom punhado de gente participando nas últimas edições.

Não estamos em novembro, o que eu estou escrevendo não é uma novela, eu não vou começar ela no início do mês. Mas no final do mês de julho, pretendo ter uma história terminada. Vai ser o primeiro ~grande~ projeto que eu vou terminar, e me impondo uma data limite, tenho certeza que vou reduzir hábitos inúteis e me focar na escrita durante esse mês. Se isso der certo, vou continuar escrevendo nesse ritmo: Uma história por mês.

Enfim, sem me prolongar muito, provavelmente esse será um dos motivos pelo qual o mês de julho terá mais postagens: Eu pretendo publicar o texto aqui, diariamente, ou mesmo semanal/quinzenalmente (já que provavelmente serão textos maiores/mais densos). E a isso soma-se os posts da sexta-feira, que permanecerão inalterados, e um outro pequeno projeto em que eu estou trabalhando (e só não foi levado a cabo por causa das minhas parvas habilidades de ilustrador). Se esse blog não vingar, não vai ser por falta de conteúdo.

E hoje, se não me engano, faz três meses que tenho postado toda a sexta feira. E isso tem me ajudado muito. Fim do post, continue ligado em nosso canal. A seguir: Postagem De Verdade.

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