Mas…

by F. Pergher

Olá, senhoras e senhores. Fazia tempo que eu não escrevia um texto pessoal por aqui. E esse é um jeito bem clichê de se começar um texto. E esse também é um jeito clichê de se dar continuidade ao início clichê. Porém, ao mencionar o fato de que acabei de usar um lugar comum, estou automaticamente perdoado por ele. Assim como posso fazer qualquer comentário preconceituoso desde que avise previamente que não possuo tal preconceito que o comentário implica. “Não sou racista/nazista/sionista/homofóbico, mas… [insira comentário racista/nazista/sionista/homofóbico].

Como diria qualquer professor da disciplina de Introdução à Interação Social I, a palavra mas tem o poder de anular tudo o que vem antes dela. “Eu até gostei, mas…”, “pode ser, mas…”, e por aí vai. Quando se está ansioso (e nos últimos dias eu tenho passado por isso por um motivo que agora está praticamente resolvido), o que mais aparece na sua frente são esses poréns. No fundo, tenho a impressão de que a presença deles é um fator reconfortante no sentido ruim em muitas situações. “Eu poderia não me preocupar, mas…”, ou, “As chances são poucas, mas…”. E assim se ignora totalmente a parte que vem antes do mas. Que talvez fosse a única parte realmente importante da frase.

Voltando às vacas magras (gordas, nesse caso), fazia realmente tempo que eu não postava algo pessoal por aqui, e agora isso não é uma conversa genérica daquelas que servem para quebrar um clima constrangedor dentro de elevadores, salas de espera ou escadarias. Minha vida produtiva, por assim dizer, está consideravelmente estável por agora. O projeto que tenho anunciado desde… junho está finalmente consolidado, e se tudo der certo, em duas semanas começo a postá-lo por aqui. Estou pensando também em aumentar a frequência de postagem da história que está em progresso por enquanto, estou produzindo em quantidades consideráveis, e não quero que esse blog vire um emaranhado.

Eu não lembro se já tinha mencionado sobre a pifidez (se é que posso usar essa palavra deliberadamente) dos recursos de edição dessa plataforma nada capitalista que é o WordPress. Não consigo nem aumentar o tamanho da fonte sem pagar pelos recursos premium. Isso é algo que, sondando alguns dos meus fieis leitores, descobri estar atrapalhando um pouco a leitura. Bem, a solução paliativa que temos é usar o famoso Ctrl + + para aumentar o zoom, Ctrl + para diminuí-lo, e Ctrl + 0 para que o tamanho da página volte ao normal.

Solução paliativa, sim, já que: Vou hospedar esse blog em outro lugar assim que possível. Estou providenciando, junto com um amigo que tem uma competência incrível em webdesign, um layout, endereço e hospedagem. Lá pretendo mostrar também minha produção visual, que, modéstia à parte, já está ficando grande e consolidada o suficiente para não caber só em minhas gavetas (ou, no caso, discos rígidos). Mas isso são planos a médio prazo.

Por enquanto, depois de manifestos (que ironicamente é o nome do tema do nosso amigo Wordpre$$ que uso nesse blog) meus votos de repúdio contra esse site, volto a postar. Se não me engano, pelo quarto ou quinto mês sem falhar ao menos uma sexta-feira. E onde poucas foram as semanas em que não escrevi. Mas isso é só outro devaneio pessoal auto-indulgente.

Advertisements