Sobre organização.

by F. Pergher

Olá, leitores ou não. Andei ocupado, e andarei por mais algumas semanas. Já começando o texto de hoje, primeiro em um tempo menos que razoável, com uma má notícia/desculpa esfarrapada pela falta de posts. A questão é que minha vida tem andado positivamente turbulenta na maioria dos aspectos.

E uma dessas turbulências se trata de uma viagem. Um empecilho para postagens, olhando por uma ótica negativa. Mas trarei novidades na volta. Acabei percebendo uma coisa interessante: o processo de viajar. Ele começa muito antes da viagem. Ao mesmo tempo, cada preparativo já é um pedaço dessa viagem. Não faço ideia sobre como concluir esse parágrafo, mas acho que é impossível não sentir uma certa antecipação, um clima de início de feriado com qualquer viagem/mudança.

No meio desse processo de preparação, acabei tendo que, obviamente, preparar uma mala. Aproveitei a ocasião pra arrumar meu quarto inteiro, mas isso é outro assunto. Minha preparação da mala funcionou mais ou menos assim: eu fiz uma espécie de inventário mental, “o que eu tenho”. Esse inventário foi dividido em duas categorias: “coisas que posso levar”, e “coisas que não posso levar”. Depois, as coisas que posso levar são divididas entre “coisas relevantes” e “coisas inúteis”. É agoniante escrever “coisa” tantas vezes entre aspas no mesmo parágrafo.

No fim, a conta sempre termina em “coisas que preciso”. E aí, dessa vez, quando a minha mochila imaginária (cujos conteúdos obviamente encherão uma mochila real) de 65 litros já estava entulhada com os meus poucos bens, tive uma pequena catarse: como se precisa de pouco. Porque na mala mínima para minha grande jornada de pouco mais de uma semana, eu tenho o suficiente (em termos de roupas e materiais de trabalho/lazer) para viver por mais ou menos… dois anos? cinco?

Não sei no que acredito mais. Se sou um mestre ancião da versatilidade cotidiana e indumentária, opção da qual duvido muito; ou se mesmo a maioria das roupas, aparelhos, papeis e materiais que fazemos questão de guardar são irrelevantes. Mas por via das dúvidas, só por via das dúvidas, tirei alguns minutos e aumentei o espaço vazio de minhas gavetas para mais ou menos o dobro do que era antes. O que tenho para dizer acaba aqui, o resto é por conta de quem vier a ler.

Em um tópico não relacionado, dois textos meus, um inédito e uma versão modificada do que tenho postado nas últimas semanas, estão concorrendo em concursos que preveem publicações com os vencedores. Se é o sonho de algum dos meus (imaginários) leitores me ver publicado, cruzem os dedos. Até a volta, e dessa vez podem ter certeza que trarei novidades.

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